Nem toda marca é para sempre: o que o caso Ping Pong e Ploc ensina sobre proteção marcária
Durante décadas, Ping Pong e Ploc fizeram parte da infância de milhões de brasileiros. Mais do que simples chicletes, as marcas se tornaram símbolos de uma geração e conquistaram um espaço privilegiado na memória dos consumidores.
Recentemente, porém, elas voltaram aos noticiários por um motivo diferente. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) decidiu pela perda dos registros das marcas, um caso que chamou a atenção de empresários, profissionais de marketing e especialistas em propriedade intelectual.
A notícia trouxe à tona uma questão importante: registrar uma marca não significa que ela estará protegida para sempre.
O registro é apenas o começo
Muitas empresas enxergam o registro de marca como a etapa final do processo de proteção. Na prática, ele representa apenas o início de uma estratégia que exige acompanhamento contínuo.
A legislação brasileira prevê situações específicas em que um registro pode ser extinto ou perder sua validade. Por isso, a gestão da propriedade intelectual deve fazer parte da estratégia de longo prazo de qualquer negócio.
Marcas são ativos estratégicos
Uma marca não é apenas um nome ou um logotipo. Ela representa reputação, confiança, reconhecimento e valor de mercado.
Em muitos casos, o valor de uma marca pode superar o valor de ativos físicos da empresa. Grandes organizações investem continuamente na proteção e gestão de seus ativos intelectuais justamente porque entendem sua importância para a competitividade do negócio.
O que as empresas podem aprender com esse caso?
O episódio envolvendo Ping Pong e Ploc mostra que a proteção marcária exige atenção constante.
Entre os principais aprendizados estão:
• Enxergar a marca como um ativo estratégico da empresa;
• Manter uma gestão ativa dos registros e direitos relacionados à propriedade intelectual;
• Acompanhar prazos, exigências e atualizações regulatórias;
• Contar com orientação especializada para garantir a proteção adequada dos ativos da empresa.
Uma lição para o mercado
Independentemente do porte da organização, a propriedade intelectual continua sendo um dos patrimônios mais valiosos de qualquer negócio.
O caso Ping Pong e Ploc serve como um importante lembrete de que proteger uma marca vai muito além de realizar o registro. É um trabalho contínuo que envolve estratégia, acompanhamento e gestão.
Porque, como a própria história mostrou, nem toda marca é para sempre.

